segunda-feira, 22 de junho de 2009

Boca de Rua: fazendo jornalismo comunitário

Quando decidi estudar jornalismo, sempre pensei em trabalhar nos grandes grupos de comunicação. Ainda penso assim. Mas a universidade nos proporciona expandir os horizontes. Foi isso que aconteceu comigo. Em uma pesquisa para a disciplina de História da Comunicação, estudei o jornal comunitário Boca de Rua, de Porto Alegre. É um projeto criado pelas jornalistas Rosina Duarte e Clarinha Glock (que não participa mais do jornal). Criado em 2000, tem o objetivo de passar o outro lado da informação (aquele que a grande mídia não mostra), segundo Rosina. O jornal é feito por pessoas em situação de rua, desde a escolha das pautas até entrevistas e produção de textos. Apenas a edição e diagramação são feitas por um profissional de comunicação. As matérias tratam da dificuldade de viver nas ruas, da precariedade do sistema de saúde, dos abusos cometidos pela polícia, da falta de solidariedade das pessoas, entre outros. As reuniões são semanais e acontecem no Mercado Público. Mesmo para quem quer trabalhar nos grandes meios de comunicação, como eu, vale a pena conhecer o projeto. Fui muito bem recebido pelas jornalistas Rosina e Natália Alles e por todo o pessoal do jornal.

domingo, 14 de junho de 2009

Das decepções

Quando criei este blog, pensei em trazer textos mais informativos, mais objetivos. É essa a ideia que tenho quando penso no que quero fazer da vida: informar as pessoas e fazer com que a informação seja útil na vida delas. Mas hoje venho falar de outra coisa. Faço um texto menos informativo, menos objetivo e cheio de sentimento.
Estava subindo uma montanha. Dei vários passos, caminhei muitos quilômetros. Parei, descansei por muito tempo. Vi jeito de não chegar ao topo. Quando menos esperava, uma luz me mostrou que não era impossível. Aliás, que eu estava muito mais perto do que imaginava. Dei mais alguns passos. Escalei com cuidado alguns metros que estavam à minha frente. Cheguei perto, muito perto. Estava confiante, já contava com aquela conquista. Faltava um passo, só um. Estava pronto: nada podia mudar meu destino. Eu chegaria ao topo, sem titubear. De repente, um vento forte soprou. Não havia muito o que fazer, o vento era mais forte do que eu. O que eu mais temia aconteceu: caí lá de cima. Todo aquele trajeto que eu tinha feito parecia que não serviria para nada.
Pensando bem, acho que serviu. Vendo a altura da montanha, olhando para o caminho que percorri, vejo que saí com pequenos arranhões. E esses - tenho certeza - me mostraram mais do que eu poderia ver lá do topo. Me mostraram que essa foi apenas uma das decepções que vou ter ao longo das muitas caminhadas que farei durante minha jornada. Vi que nem tudo é perfeito, que as mulheres não são tão seguras das escolhas que fazem. Vi também que nós, homens, não somos tão fortes, que um tombo pode machucar. Das decepções, sei de uma coisa: elas são inevitáveis.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pesquisa Datafolha (Folha de São Paulo)

Depois de algum tempo sem escrever, trago uma notícia de primeira mão (ainda não saiu nos jornais gaúchos): Datafolha realizou uma pesquisa, encomendada pela Folha de São Paulo, para o governo do Estado do Rio Grande do Sul. O cenário é o seguinte: Tarso Genro (PT) lidera com 34 % das intenções de voto e José Fogaça (PMDB) tem 28%. Quando o candidato do PMDB é Germano Rigotto, Tarso fica com 38% e Rigotto, 18%. A governadora Yeda Crusius tem 7% e está tecnicamente empatada com Beto Albuquerque (PSB). Feijó (DEM) tem 1% e Pedro Ruas (PSOL) tem de 2 a 3% das intenções.
A Avaliação da governadora está cada vez pior: na ultima pesquisa, o Datafolha constatou que 51% dos entrevistados consideram seu governo ruim ou péssimo.