terça-feira, 28 de julho de 2009

O negócio da meia-entrada

Outro dia, estava assistindo o Café TVCOM. Como de costume, o assunto era cultura. Quando falavam nas tais isenções de impostos para quem promove atividades culturais, surgiu o assunto da meia-entrada para estudantes e idosos em eventos culturais e esportivos.
Foi aí que eu comecei a analisar como funciona o benefício no nosso país. No momento em que estudantes e idosos deixam de pagar metade do ingresso, há um impacto na arrecadação de quem está oferecendo a atividade cultural ou esportiva. Mas alguém vai ter de pagar a conta, ou seja, o público comum. É simples: a arrecadação diminui, mas as despesas continuam as mesmas.
Então, as empresas aumentam o preço dos ingressos a preços absurdos a fim de não perder com a meia-entrada. Acontece que, dessa forma, a ideia de que o desconto ampliaria o acesso à cultura cai por terra. O cidadão que recebe um salário baixo não tem condições de ir com a família ao cinema, por exemplo. Com o dinheiro que gastaria com os ingressos (uma família de cinco pessoas gasta em torno de R$50, 00), dá para comprar a comida para a semana inteira ou pagar a conta da água, por exemplo.
A bergamota descascada: mais idosos e estudantes nos eventos culturais, menos trabalhadores. Sou totalmente a favor das isenções para estudantes e idosos; porém, acho que é preciso pensar em quem vai pagar a conta.

terça-feira, 14 de julho de 2009

5 coisas que eu gostaria de ser

Ando com muito tempo para escrever (férias!), mas com pouquíssima inspiração. Estava dando uma passa pelo blog da Marcia Benetti (aliás, blog que recomendo sempre) e vi isto: cinco coisas que eu não sou, mas gostaria de ser.
esportista: daqueles, sabe. joga futebol, tênis, basquete, vôlei, surfa. ainda é o melhor da turma em todos. eu até me esforço, mas não nasci com o dom. ah, ser fissurado por corrida, correr maratonas.
rico: não se preocupar se o relógio que você quer é caro demais. trocar de carro quando der na telha. conhecer todos os países.
organizado demais: anotar tudo, saber onde estão as coisas, planejar horários, saber onde coloco as chaves.
atento: não parar de prestar atenção quando uma mosca passa. reduzir a velocidade nos quebra-molas. não deixar a torrada ficar, literalmente, torrada.
conquistador: do tipo que ganha todas as gurias, sabe. ainda sem fazer muito esforço.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

"Admitir fraquezas, reconhecer erros, viver de acordo com a própria essência, buscar ajuda nas horas difíceis, voltar atrás, sentir apenas o que se sente de fato, valorizar a discrição, conviver bem com a relatividade de tudo. Extra, extra! Eis aí os escândalos deste novo século."
(Martha Medeiros - Zero Hora, 08/07/2009)

Crack, Nem Pensar

Em um tempo em que todo mundo está preocupado com a tal Gripe Suína, que nem é mais chamada assim, a RBS lança uma campanha que merece aplauso: Crack, Nem Pensar. Ora, me parece que todos têm mais medo da gripe, que é um pouco mais forte do que a que nos ataca todo inverno, do que da tenebrosa epidemia do crack, que avança com tamanha rapidez. O motivo é simples: a gripe parece incontrolável, o contágio é rápido. Imagina a tua filhinha pegando uma doença dessas, hein? Pois eu acho que deveríamos nos preocupar mais com o crack, que está tomando conta das ruas, que se espalhou para todas as classes sociais, que não tem idade para se consumir. Eu, com um trabalho como o de uma formiga, pretendo ajudar nessa luta contra a epidemia que ameaça o país e está muito presente em nosso estado. Aderi à campanha: Crack, Nem Pensar!


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Marketing Político versus Estrelas

Acabei ontem um estudo sobre o marketing político no Brasil, dando ênfase à eleição presidencial de 1989, quando as técnicas de propaganda passaram a ser usadas realmente em uma campanha eleitoral. Fernando Collor foi o precursor: sua imagem foi trabalhada, seus programas de rádio e TV eram bem produzidos e foram utilizadas pesquisas qualitativas e quantitativas, que detectaram os anseios do eleitor. Sua campanha obteve êxito, Collor saiu vencedor. O que me impressionou, ao analisar o horário eleitoral da época, foi o grande número de estrelas que participaram da campanha de Lula, que mesmo assim não obteve uma vitória.
Olhem o time que apoiava o candidato do PT: