segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Tecnologia a serviço da política. Da boa política.

Cada vez mais, os políticos são taxados de corruptos, incompetentes, aproveitadores e outros adjetivos que não acho necessário colocar aqui. Os grandes herois morreram e ficaram apenas na história. Jefferson foi substituído por Obama -- que até ensaiou uma pose de heroi, mas não consegui mantê-la --, Juscelino Kubitschek deu lugar a um Lula popular, mas que não tem uma imagem unânime de estadista.

Os políticos pioraram? Acredito que não. Inegavelmente, os cidadãos passaram a receber muitas informações que não recebiam em outros tempos. Hoje, conhecemos os bastidores da política, os jogos do poder. Muito do que acontece não se torna público. Contudo, o que é visto pela população pode guiar o pensamento dos eleitores.

Tudo isso tem a contribuição da tecnologia. Outrora, jamais teríamos a chance de ouvir as conversas telefônicas entre políticos, entre políticos e empreiteiros, entre políticos e diretores de autarquias, etc. Não poderíamos nos divertir em ver deputados dizendo que "tem que chover na horta" dele, por mais trágico que isso seja. Nunca saberíamos quem viaja com dinheiro na mala e, impressionante, na cueca. Ontem, assistimos a um vídeo que mostra o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal colocando dinheiro na meia.

Enfim, os avanços tecnológicos nos proporcionam momentos de surpresa -- e os corruptos ainda conseguem nos surpreender com suas falcatruas --, momentos de revolta e, sobretudo, um olhar crítico, desconfiado, sobre o que acontece por trás dos sorrisos e cumprimentos em épocas de eleição.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Do jornalismo diário

Todos os dias, quando abrimos os jornais, nos deparamos com notícias trágicas: morte, violência no transito, vicio em drogas. Acho que nos acostumamos com toda essa violência que, por mais distante que esteja de nós, é muito presente no nosso cotidiano.

Assim, por estarem tão presentes no nosso dia-a-dia, acabamos por não nos admirarmos com com a dura realidade das cidades. Mas hoje foi diferente. Quanto acessei a Zero Hora Online, vi a seguinte manchete: "O adeus da menina que sonhava ser professora". Abri a matéria, li e reli o texto dos jornalistas
Carlos Etchichury e Letícia Barbieri.

Era para ser mais uma das tantas noticias trágicas do dia. Não foi. Para mim, foi a mais trágica do dia. Não sei exatamente por quê. Acredito que o texto, embora seja um texto para a versão online, onde tudo é feito com certa urgência, nos trouxe elementos que nos aproximaram da vítima e da família. Fala de sonho, de amor entre irmãos, de dor. Então, acho que o jornalismo ainda pode nos surpreender: um texto simples, como esse, pode nos chamar atenção e nos convidar a refletir sobre um monte de coisas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Não, eu não esqueci que tenho um blog. E prometo atualizá-lo em breve.