terça-feira, 10 de novembro de 2009

Do jornalismo diário

Todos os dias, quando abrimos os jornais, nos deparamos com notícias trágicas: morte, violência no transito, vicio em drogas. Acho que nos acostumamos com toda essa violência que, por mais distante que esteja de nós, é muito presente no nosso cotidiano.

Assim, por estarem tão presentes no nosso dia-a-dia, acabamos por não nos admirarmos com com a dura realidade das cidades. Mas hoje foi diferente. Quanto acessei a Zero Hora Online, vi a seguinte manchete: "O adeus da menina que sonhava ser professora". Abri a matéria, li e reli o texto dos jornalistas
Carlos Etchichury e Letícia Barbieri.

Era para ser mais uma das tantas noticias trágicas do dia. Não foi. Para mim, foi a mais trágica do dia. Não sei exatamente por quê. Acredito que o texto, embora seja um texto para a versão online, onde tudo é feito com certa urgência, nos trouxe elementos que nos aproximaram da vítima e da família. Fala de sonho, de amor entre irmãos, de dor. Então, acho que o jornalismo ainda pode nos surpreender: um texto simples, como esse, pode nos chamar atenção e nos convidar a refletir sobre um monte de coisas.

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